Série Despertar: Por trás das cortinas do cenário global (parte 1)



“E quando o medo estourar seus fogos no horizonte,
O Velho Ser de novo bate à sua porta...
- ‘Não o deixe entrar,
Ele não faz parte da gente!’ – a voz de um lado gritou.
- ‘Não... Isso não tem cara de dia que,
antes das duas horas, não vai chover... Não com estes trovões...
Eles vão se esvaindo sobre nossas cabeças...
Como um tormento se distanciando.’ – respondeu uma segunda voz”


As poucas linhas acima são o suficiente para remeter o leitor a um cenário dúbio e paranoico em que vive um possível personagem, protagonista do conflito interno ali descrito. Vendo-o, de certo modo, acuado pelo medo, somos capazes de visualizar a paranoia e a insegurança como substâncias principais do enredo. Se simplesmente acrescentássemos ao final das linhas acima a frase: “Logo depois as nuvens devem sumir e então poderemos olhar para o lado e ver tudo claro novamente!” Nossa impressão do cenário já se moldaria de uma maneira diferente, pois nos livraríamos da angústia em relação ao sofrimento do nosso protagonista imaginário. O alívio que sentimos quando passamos a saber que o personagem em questão possui perspectivas de sair do limbo em que está é o resultado de nos tornarmos conscientes da existência de uma realidade mais favorável ao alcance das mãos dele. 

Para contribuir com a série Regidos pelo Medo, publicada aqui, resolvi abordar a questão sob uma ótica mais abrangente do que a minha relação com este sentimento que, sem dúvidas, é algo que todos conhecem muito bem. A intenção é começar a desvendar, ou pelo menos lançar alguma luz, sobre os mecanismos que funcionam por trás das cortinas do cenário global. Mecanismos que, usando o medo e a paranoia como matéria prima, constroem silenciosamente um império financeiro e político que não visa o bem o estar, liberdade ou qualidade de vida da imensa maioria da população do nosso planeta. Além disso, esses mecanismo servem como pano de fundo para que se perpetue uma espécie de “doutrina do medo”, instituída em nossas educações por séculos a fio. A intenção é também lançar um olhar na direção do passado e procurar entender que, desde muito cedo, essa doutrina jamais lhe permite tornar-se consciente de o que realmente significa ser um ser humano! 

O medo, sem duvida, é uma espécie de “força-paralisante”. Ele paralisa. Trava. Tranca. Emperra. O medo dissemina, nos casos mais extremos, pavor e desespero. Pânico. Manter alguém, seja um ser humano, uma comunidade ou até mesmo países inteiros, acuados, controlados sob diferentes formas de medo, torna-os mais facilmente manipuláveis. Em determinados casos o pavor é tamanho que pessoas são capazes de aceitar o sofrimento e se submeter a qualquer coisa para evitar que seus temores se tornem realidade. O medo, em suas mais variadas manifestações, é explorado avidamente pela indústria cinematográfica, por exemplo. Personagens “paralisados de medo”, “aterrorizados” ou simplesmente “desesperados” são um prato cheio para o público que, particularmente, se diverte sentindo medo. Quem não apavora-se ao ver Regan tendo convulsões e se retorcendo quando está sendo possuída pelo demônio no filme “O exorcista”, de 1973? E isso é apenas o começo. O menu para quem quer arrepiar-se na frente da tela é interminável. Poderíamos fazer uma relação considerável de filmes aterrorizantes que o cinema produziu, mas a proposta aqui é outra. Ok, vamos aos fatos. 

Duvidar da existência de grupos altamente organizados que manipulam os cenários políticos e econômicos internacionais, executando uma agenda que não pode ser divulgada na imprensa, é um ledo engano. Por outro lado é preciso procurar a verdade por trás da cortina de mentiras e boatos que circulam pela rede quando o assunto são as sociedades secretas, os grupos detentores do poderio financeiro global e os manipuladores ocultos da religião e das figuras e politicas internacionais. Isso sem falar no infame “Sistema de Reservas Fracionarias”, utilizado pela maioria dos bancos no mundo todo. 

Ora, o que você sente quando descobre a influência e o tipo de operações de entidades como a Aliança Trilateral e o Clube dos Bildenbergs? O Bohemians Club ou a Ordem dos Skull and Bones? O Fundo Monetário Internacional? O Banco Mundial? A Reserva Federal Americana? Sim, essas e mais um apanhado enorme de siglas, que representam organizações conectadas entre si por uma rede de segredos e interesses comuns. São, na verdade, várias cabeças de um mesmo monstro que age nas sombras, sem tornar publico seus verdadeiros objetivos. Você pode começar a se perguntar agora. A perguntar-se o que vai sentir, ou que sentiu quando tomou conhecimento da atuação destas organizações, caso já as conheça. Pois vou lhe dizer, meu caro leitor... Medo. Medo é a resposta. Vamos fazer um apanhado geral, começando pela Ordem dos Skull and Bones, para corroborar as ideias expostas aqui. 

Esta organização obscura foi fundada em 1832, por William Huntington Russel, proprietário então de uma empresa de transportes chamada Russel Co. que era, na época, conhecida por traficar enormes quantidades de ópio para China, no período das guerras do ópio. O nome “Skull and Bones”, traduzindo para o português, significa “caveira e ossos” e está associado por pesquisadores ao costume de utilizar caveiras humanas e símbolos contendo crânios e ossos em seus estabelecimentos. Além disso, estudiosos em geral, apontam que essa característica tem relação com a possível influência recebida por Huntington da Ordem dos Illuminati, no período em que viveu na Alemanha. Mais de vinte anos depois, em 1856, a ordem ganhou o direito de construir uma casa matriz no campus universitário de Yale, em New Haven, Connecticut, Estados Unidos. Um enorme prédio de pedra e sem janelas, com três andares e estrutura interna labiríntica, repleto de câmaras e salas secretas foi erguido e ainda está lá. Verificar a veracidade destas informações é bastante simples para quem procura formar opinião baseado em fatos e não boatos. A sede da ordem existe até hoje e é chamada por seus integrantes de “O Túmulo”. 

Os detalhes assustadores desta organização são muitos, um deles é a simpatia de seu fundador, e também de seus membros, pela extrema direita. Em sua sede em New Haven, de acordo com o livro da jornalista americana Alexandra Robbins, “Secrets of the Tomb: Skull and Bones, the Ivy League, and the Hidden Paths of Power”, que é licenciada em Yale, a ordem possui uma valiosa coleção de artefatos nazistas, incluindo (pasmem!) a utilização da prataria pessoal de Hitler em suas reuniões! Nas suas fileiras podemos encontrar três ex-presidentes dos Estados Unidos: George H. Bush, o pai de George W. Bush, ambos membros da ordem e ex-presidentes dos Estados Unidos e William Taft. Para ilustrar melhor as conexões, vale lembrar que Prescot Sheldon Bush, avô de George W. Bush, em 1930, era presidente da Union Banking Corporation e mantinha relações estreitas, além de negócios lucrativos, com Fritz Thyssen, um magnata alemão do ferro que abastecia a máquina de guerra alemã. Em função do agravamento dos conflitos e da ameaça nazista se tornar cada vez mais real o presidente Truman encerrou as atividades da Union Banking Corporation durante a segunda guerra mundial, acusando-os de beneficiar o inimigo fazendo negócios com os nazistas. No rol de presidentes da U. B. C. estão uma série de integrantes da Skull and Bones. O Próprio Prescot era um membro da organização. Mas não para por ai o envolvimento de integrantes da ordem com os nazistas durante a segunda guerra mundial. Contudo, não vamos nos ater apenas na identificação do grupo com os nazis. De acordo com alguns pesquisadores há fortes indícios de que a Skull and Bones está conectada com outras importantes sociedades secretas instaladas na Europa e Américas e de que compartilhe rituais e atividades ocultistas que envolvem altíssimo grau de secretismo. Trata-se de um pequeno clube de representantes de famílias muito, mas muito ricas que agem como titeriteiros, puxando os cordéis do poder americano por trás da cena e espraiando seus tentáculos por todo o mundo. Um exemplo disso foi a eleição presidencial americana de 2004, quando tanto George W. Bush, candidato republicano, quanto o democrata John Kerry, seu adversário nas urnas, eram integrantes desta obscura organização. São intelectuais, magnatas da indústria e da mídia, políticos nas mais altas posições, senadores, congressistas, juízes, diretores da CIA, presidentes e diretores de bancos e da Reserva Federal que juraram fidelidade aos mesmo ideais secretos, comungados pela ordem. Por trás da cortina de fumaça é possível detectar uma organização que, não apenas pela perspectiva de lucros incomensuráveis, tem por objetivo controlar e manipular a humanidade através da guerra, da fome e das doenças. Aqui procurei fazer um resumo extremamente sucinto desta organização, mas não será difícil comprovar essas intenções quando você pesquisar mais dados sobre o assunto. Não é arriscado dizer que outra prova destas intenções funestas foi o escândalo do Banco de Comercio e Crédito Internacional, no final dos anos 80. 

De outro lado, intimamente conectado com os Skull and Bones e diversas outras ordens e organizações secretas, está o Bohemian Club. Fundado em 1872, trata-se um clube composto, talvez, pela verdadeira elite do planeta. Com taxas anuais e de iniciação de milhares de dólares, a sede do clube fica em São Francisco, Califórnia, mas suas atividades obscuras acontecem principalmente no Bohemian Grove, no município de Sonoma, um bosque de sequoias com mais de 2.700 ha, em Monte Rio, também na Califórnia. Presidentes de vários países, governadores, gigantes da mídia, líderes de mega-corporações predadoras e da indústria e banqueiros internacionais chegam a ficar na lista de espera para participar do clube por até vinte anos! 

O Bohemian clube é composto, por assim dizer, pelos verdadeiros “reis estabelecidos”, como afirmou Alex Jones, em documentário independente, Dark Secrets Inside the Bohemian Grove, produzido no ano 2000 no qual se infiltrou, com uma equipe de cinegrafistas, no acampamento de verão do clube. Apesar de sua postura um tanto quanto religiosa, em certos momentos, tirar um pouco da legitimidade de suas afirmações, a coragem e desejo de trazer à tona a verdade são características admiráveis do trabalho dele. As câmeras escondidas captaram imagens exclusivas da “Cremação do cuidado”, evento anual realizado no final do mês de julho, em que é “simulado” o sacrifício de uma criança em frente a uma estátua de concreto, com doze metros de altura, de uma coruja (símbolo do clube), atribuída ao deus babilônico Moloch. Por alguns historiadores referirem-se à Moloch como uma espécie de demônio da antiguidade, a queima da efígie humana (simulação do corpo de uma criança), levanta suspeitas por tratar-se de um ritual com pesadas características ocultistas, certamente elaborado, nos mínimos detalhes, por alguém ou um grupo com extremo conhecimento de causa. A Cremação do Cuidado (Cremation of care), é feita sob pesadas regras de sigilo e é protegida por serviços de seguranças particulares e colaboração de agencias de inteligência de vários países! A queima da efígie acontece a uma distância razoável dos mais de dois mil membros que participam do encontro anual. A análise das imagens e do áudio captados pelas câmeras de Alex Jones revelam uma série de gritos quando um sacerdote, vestindo túnicas e mantos parecidos com os da Ku Klux Klan (assim como diversos outros integrantes do ritual), ateia fogo a “efígie humana”, envolta em panos, sobre uma espécie de altar em frente a estátua gigante de Moloch, que tem feições de coruja. Os detalhes assustadores da cerimônia são muitos e merecem atenção (e espanto!) por tratar-se de um ritual em que estão presentes centenas de figuras de considerável influência na política, economia, meios de comunicação, universidades, cinema e indústria mundial. Amigos, atentem para o fato de que isso acontece ANUALMENTE. 

São poucos selecionados, algo acima de dois mil membros, todos homens, pois não são aceitas mulheres, que se reúnem para participar de um ritual em que, possivelmente, uma criança seja sacrificada na frente de um personagem do Antigo Testamento, pois Moloch é mencionado no Livro de Levíticos. Esta cerimônia começou a ser realizada em 1929 e, até hoje, acontece sem qualquer cobertura da imprensa mundial. Os homens da família Bush (que também são membros dos Skull and Bones), Ronald Reagan, Nixon, o Príncipe Charles, Bill Clinton e Alan Greenspan (economista norte-americano que foi visto saindo do Bohemian Grove semanas antes de assumir a presidência da Reserva Federal Americana), as famílias Rockfeller, Rothschild e outras mais, não são apenas membros do Bohemian Club, mas também de outras organizações, como o Clube de Bilderberg, a Aliança Trilateral e o Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos. Estes poucos personagens aqui citados foram (e são) responsáveis por diversas guerras e politicas externas que afetam a economia, soberania e segurança das populações de países por todo o planeta. 

As questões são: Por que líderes mundiais precisam manifestar este tipo de comportamento? Participar de uma “simulação de sacrifício de uma criança” não seria, por si só, algo suspeito? E o que dizer quando as lideranças globais estão envolvidas nisso, participando e ajudando a manter a névoa em torno de suas atividades e verdadeiras agendas? 

Talvez seja impossível responder a estas perguntas, porém podemos unir as peças do enorme quebra cabeça que se desenha perante nossos olhares e procurar ligar os fatos para visualizar o verdadeiro cenário global que afeta, de uma forma ou de outra, nossos cotidianos. Não deixe de acompanhar a continuação desta pequena tentativa de lançar luz sobre estas organizações no próximo post, em que falaremos exclusivamente do Clube de Bilderberg, Aliança Trilateral e Conselho de Relações Exteriores e, para encerrar, um terceiro e último capitulo em que abordaremos o Sistema de Reservas Fracionárias e a atuação dos bancos nacionais e internacionais como verdadeiras engrenagens de um sistema global que procura manter os cidadãos de continentes inteiros sob uma espécie de controle, muito conveniente para eles, retardando ou impossibilitando o despertar!



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